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Capstone: As fronteira do negócio são as fronteiras do mundo

22/09/2018, Lisboa

O Capstone é um momento de reencontro do grupo do Executive MBA, recentemente diplomado.

A 22 de setembro, a AESE recebeu a 16.ª edição, num dia de trabalho que visou provocar os participantes sobre o que fazer doravante como líderes, a nível dos negócios e das pessoas que gerem.
Uma experiência que vale milhões
Um dos convidados da AESE foi Carlos Lacerda,  ex-CEO da ANA Aeroportos de Portugal, que regressou à SAP como Vice-Presidente e líder do negócio de plataformas e gestão de dados para a região do Sul da Europa, Médio Oriente e África (EMEA).
Aceitou o convite para o Capstone, porque considera ter chegado a uma altura da carreira, em que o importante é partilhar a experiência – “os pontos altos e baixos” – e poder ajudar.
O Alumnus da AESE do PADE, vivei em muitos paísese passou por instituições como a ANF – Associação Nacional de Farmácias, a Farminveste e a Microsoft, onde esteve “18 anos”,  “4 em Paris. Em Portugal, fui Diretor de Vendas e Diretor de Marketing. Depois fui para Itália, a maior subsidiária da Microsoft para a região da Europa Ocidental.”
Carlos Lacerda partilhou a experiência que teve na Malásia: é um país do sudoeste asiático, em que existem várias raças e várias religiões, o que complica imenso a gestão.” Ainda assim, na “tudo vive em harmonia.” “Quando uma pessoa tem uma empresa multicultural, multiétnica, multirreligiosa, os feriados de uns não são os feriados de outros, os hábitos de religião de uns são diferentes dos outros, é preciso gerir navegando nesta diversidade.” “Havia uma rotatividade elevadíssima, um quarto da companhia saía todos os anos. Portanto, ao fim de 4 anos, há uma companhia nova.” A desmotivação era generalizada e “num caso de compliance, desconfia-se de tudo e de todos.” Um dos aspetos culturais que mais o marcou foi o das “pessoas que nada têm, partilhavam tudo.” Carlos Lacerda contou a vivência de ter contactado com “a primeira escola em que a Microsoft, de facto, investiu para ajudar a melhorar a vida das pessoas”: “Marcou-me, porque nesta altura não tinha as minhas filhas comigo, e porque achei que era de um altruísmo incrível. E com muito pouco investimento, a melhoria da vida destas pessoas é muito grande.” A situação após os dois anos e meio que estivemos lá, era que a attrition rate era inferior a 5 %, todos os trimestres nós batemos o plano. A Malásia era a sociedade com maior investimento do sudoeste asiático, estávamos a crescer 35 %/ano e a família já não queria voltar para Portugal. As miúdas não queriam regressar, adaptaram-se totalmente à vida na Malásia e foram para lá com 14 anos.”
No regresso a Portugal, Carlos Lacerda ingressou na SAP. Dois anos e meio passados, surgiu o convite para gerir os aeroportos portugueses. Esta trabsição na carreira deveu-se ao facto de existir uma proporção direta entre o desenvolvimento do país e o número de ligações aéreas: “Quanto mais ligações houver entre o aeroporto, quanto mais central estiver em termos de rotas aéreas, maior o desenvolvimento. O segundo aspeto: em Portugal, em média, por cada milhão de passageiros, existem 750 postos de trabalho. Só para vos dizer que, no ano passado, em 2017, só em Lisboa, aumentámos 4,3 milhões de passageiros. Ou seja, criámos mais de 4 mil postos de trabalho dentro dos aeroportos. E não são todos da ANA. Estamos a falar da ANA, da polícia, dos bombeiros, de toda a envolvência. Em Portugal, um milhão de passageiros igual a 754 postos de trabalho. Achei que isto era fantástico.” Outro aspeto que contribuiu para a decisão liderar a ANA foi a sua experiência de emigrante. “Quando regressei a Portugal, queria fazer algo para o meu país. E achei que este programa da ANA me poderia ajudar a fazer isso. Portanto, aceitei e assim foi.” Carlos Lacerda falou da capacidade dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, nas infrastruturas terrestres necessárias para servir com eficiência os passageiros, entre outros desafios encontrados no exercício das suas funções.
“A terminar, gostava de explicar-vos porque é que eu mudei para a SAP: o mundo está a mudar muito mais depressa do que nós pensamos.” E a utilização da Inteligência Artificial suscita-lhe um grande interesse e curiosidade “Nós vamos começar a decidir muito mais rapidamente. Mas muito mais rapidamente. E ganha quem decidir mais rápido. Só que tem de decidir rápido e melhor.”
A responsabilidade de quem lidera
O sucesso de um líder também se mede pela conduta ética e a responsabilidade do profissional. O Padre Gonçalo Portocarrero, Capelão da AESE, falou aos participantes sobre este tema, reforçando ensinamentos transmitidos ao longo do Executive MBA AESE e reforçando o compromisso de fazer bem o que tem de ser feito.
“Se tomo uma decisão, se decido alguma coisa, tenho de acatar “o peso da coisa” (conforme a origem etimológica da palavra latina), tenho de acatar aquilo que se segue àquilo que eu decidir.”
“Hoje em dia, temos uma sociedade em que os compromissos, ou a falta de compromisso é bastante notória.” Dos líderes espera-se o inverso, isto é, que haja entrega e consequência com a vida da empresa no seu todo.
O Padre Gonçalo Portocarrero procurou contrariar a noção de que “o trabalho é uma coisa má”. O trabalho pode ser custoso, mas “é uma coisa estupenda, porque é a nossa capacidade de intervir na sociedade que é a nossa. O que é que eu posso fazer no mundo? Realizar-me pelo meu trabalho. Isto sem darmos muito valor ao nosso trabalho, o qual devemos respeitar, devemos dignificar, mas muito importante, também fazê-lo com o trabalho das outras pessoas, sejam elas quem forem.”
Em qualquer idade, é importante uma pessoa ser “útil”, “colaborar de alguma forma através daquilo que sabe, das suas capacidades.”
A regra de ouro sintetiza-se na caridade: “Aquilo que distingue a lógica, é de facto o amor.” E assim o P. Gonçalo Portocarrero conclui: “acho importante o humanizar sempre a relação profissional. Pensar que aquela pessoa que tenho ali, não é simplesmente o colaborador, um subordinado, sendo eu seu superior. É um ser humano, que tenho de saber de saber respeitar.”
Uma visão macroeconómica do negócio
Num mercado global, o enquadramento macroeconómico é fundamental. Para ajudar os participantes a “tirar o retrato” da presente conjuntura internacional e das prinicipais tendências, Pedro Videla, Professor de Economia do IESE, orientou os trabalhos.
“Devemos começar a habituar-nos que o polo do desenvolvimento mundial não serão os Estados Unidos que o foram no século XX, ou a Europa que o foi no século XIX. Será no Pacífico.”
O Professor avançou com dados quantitativos e uma análise macroeconómica que permitem a tomada de decisões estratégicas para as empresas com futuro.

A 22 de setembro, a AESE recebeu a 16.ª edição, num dia de trabalho que visou provocar os participantes sobre o que fazer doravante como líderes, a nível dos negócios e das pessoas que gerem.

Uma experiência que vale milhões


Um dos convidados da AESE foi Carlos Lacerda,  ex-CEO da ANA Aeroportos de Portugal, que regressou à SAP como Vice-Presidente e líder do negócio de plataformas e gestão de dados para a região do Sul da Europa, Médio Oriente e África (EMEA).

Aceitou o convite para o Capstone, porque considera ter chegado a uma altura da carreira, em que o importante é partilhar a experiência – “os pontos altos e baixos” – e poder ajudar.

O Alumnus da AESE do PADE, viveu em muitos países e passou por instituições como a ANF – Associação Nacional de Farmácias, a Farminveste e a Microsoft, onde esteve 18 anos, dos quais 4 em Paris. “Em Portugal, fui Diretor de Vendas e Diretor de Marketing. Depois fui para Itália, a maior subsidiária da Microsoft para a região da Europa Ocidental.”

Carlos Lacerda partilhou a experiência que teve na Malásia: é um país do sudoeste asiático, em que existem várias raças e várias religiões, o que complica imenso a gestão.” Ainda assim, na “tudo vive em harmonia.” “Quando uma pessoa tem uma empresa multicultural, multiétnica, multirreligiosa, os feriados de uns não são os feriados de outros, os hábitos de religião de uns são diferentes dos outros, é preciso gerir navegando nesta diversidade.” “Havia uma rotatividade elevadíssima, um quarto da companhia saía todos os anos. Portanto, ao fim de 4 anos, há uma companhia nova.” A desmotivação era generalizada e “num caso de compliance, desconfia-se de tudo e de todos.” Um dos aspetos culturais que mais o marcou foi o das “pessoas que nada têm, partilhavam tudo.” Carlos Lacerda contou a vivência de ter contactado com “a primeira escola em que a Microsoft, de facto, investiu para ajudar a melhorar a vida das pessoas”: “Marcou-me, porque nesta altura não tinha as minhas filhas comigo, e porque achei que era de um altruísmo incrível. E com muito pouco investimento, a melhoria da vida destas pessoas é muito grande.” A situação após os dois anos e meio que estivemos lá, era que a “attrition rate” era inferior a 5 %, todos os trimestres nós batemos o plano. A Malásia era a sociedade com maior investimento do sudoeste asiático, estávamos a crescer 35 %/ano e a família já não queria voltar para Portugal. As miúdas não queriam regressar, adaptaram-se totalmente à vida na Malásia e foram para lá com 14 anos.”

No regresso a Portugal, Carlos Lacerda ingressou na SAP. Dois anos e meio passados, surgiu o convite para gerir os aeroportos portugueses. Esta trabsição na carreira deveu-se ao facto de existir uma proporção direta entre o desenvolvimento do país e o número de ligações aéreas: “Quanto mais ligações houver entre o aeroporto, quanto mais central estiver em termos de rotas aéreas, maior o desenvolvimento. O segundo aspeto: em Portugal, em média, por cada milhão de passageiros, existem 750 postos de trabalho. Só para vos dizer que, no ano passado, em 2017, só em Lisboa, aumentámos 4,3 milhões de passageiros. Ou seja, criámos mais de 4 mil postos de trabalho dentro dos aeroportos. E não são todos da ANA. Estamos a falar da ANA, da polícia, dos bombeiros, de toda a envolvência. Em Portugal, um milhão de passageiros igual a 754 postos de trabalho. Achei que isto era fantástico.” Outro aspeto que contribuiu para a decisão liderar a ANA foi a sua experiência de emigrante. “Quando regressei a Portugal, queria fazer algo para o meu país. E achei que este programa da ANA me poderia ajudar a fazer isso. Portanto, aceitei e assim foi.” Carlos Lacerda falou da capacidade dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, nas infrastruturas terrestres necessárias para servir com eficiência os passageiros, entre outros desafios encontrados no exercício das suas funções.

“A terminar, gostava de explicar-vos porque é que eu mudei para a SAP: o mundo está a mudar muito mais depressa do que nós pensamos.” E a utilização da Inteligência Artificial suscita-lhe um grande interesse e curiosidade “Nós vamos começar a decidir muito mais rapidamente. Mas muito mais rapidamente. E ganha quem decidir mais rápido. Só que tem de decidir rápido e melhor.”


A responsabilidade de quem lidera

O sucesso de um líder também se mede pela conduta ética e a responsabilidade do profissional. O Padre Gonçalo Portocarrero, Capelão da AESE, falou aos participantes sobre este tema, reforçando ensinamentos transmitidos ao longo do Executive MBA AESE e reforçando o compromisso de fazer bem o que tem de ser feito.“Se tomo uma decisão, se decido alguma coisa, tenho de acatar “o peso da coisa” (conforme a origem etimológica da palavra latina), tenho de acatar aquilo que se segue àquilo que eu decidir.” “Hoje em dia, temos uma sociedade em que os compromissos, ou a falta de compromisso é bastante notória.” Dos líderes espera-se o inverso, isto é, que haja entrega e consequência com a vida da empresa no seu todo.

O Padre Gonçalo Portocarrero procurou contrariar a noção de que “o trabalho é uma coisa má”. O trabalho pode ser custoso, mas “é uma coisa estupenda, porque é a nossa capacidade de intervir na sociedade que é a nossa. O que é que eu posso fazer no mundo? Realizar-me pelo meu trabalho. Isto sem darmos muito valor ao nosso trabalho, o qual devemos respeitar, devemos dignificar, mas muito importante, também fazê-lo com o trabalho das outras pessoas, sejam elas quem forem.”

Em qualquer idade, é importante uma pessoa ser “útil”, “colaborar de alguma forma através daquilo que sabe, das suas capacidades.”
A regra de ouro sintetiza-se na caridade: “Aquilo que distingue a lógica, é de facto o amor.” E assim o P. Gonçalo Portocarrero conclui: “acho importante o humanizar sempre a relação profissional. Pensar que aquela pessoa que tenho ali, não é simplesmente o colaborador, um subordinado, sendo eu seu superior. É um ser humano, que tenho de saber de saber respeitar.”


Uma visão macroeconómica do negócio

Num mercado global, o enquadramento macroeconómico é fundamental. Para ajudar os participantes a “tirar o retrato” da presente conjuntura internacional e das prinicipais tendências, Pedro Videla, Professor de Economia do IESE, orientou os trabalhos.“Devemos começar a habituar-nos que o polo do desenvolvimento mundial não serão os Estados Unidos que o foram no século XX, ou a Europa que o foi no século XIX. Será no Pacífico.” O Professor avançou com dados quantitativos e uma análise macroeconómica que permitem a tomada de decisões estratégicas para as empresas com futuro.

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